Recupere a autoestima depois do parto: 15 dicas para mães

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Gerar e parir um bebê é uma das experiências mais transformadoras que uma pessoa pode viver. 

Falar isso pode até parecer chover no molhado, mas é a mais pura verdade. Não são só os vários quilinhos a mais que vão impactar o corpo de uma mulher grávida. São também o aumento das manchas e da pigmentação, a mudança na grossura dos cabelos, no tamanho dos seios, no volume sanguíneo, na saúde da pele, nos odores corporais. Muda a postura, o centro de gravidade do corpo, e até o posicionamento de alguns ossos.

Pesquisas apontam que até mesmo o tamanho do cérebro de uma mulher aumenta  ou diminui, de tamanho ou volume, quando ela se torna mãe.  

Durante a gestação, além de todas as mudanças físicas e emocionais que estão acontecendo, ainda tem todo um contexto social que costuma fazer com que mulheres grávidas sejam cuidadas e mimadas por seus parceiros, familiares e comunidades. Em alguns momentos é “quase como se ela se tornasse um símbolo, A Mãe .

Por que o pós-parto é um momento propício para baixa autoestima?

O neném nasce e aí todos os olhos e cuidados se voltam para ele. Os hormônios despencam vertiginosamente, e tudo aquilo que estava grande, inchado e vistoso, murcha. Vem a privação de sono, a demanda constante, a dor física. O corpo está se recuperando de um trauma impactante (seja ele um parto natural ou uma cirurgia) e a cabeça está em um milhão de lugares.

Não existe nem chance de ter tempo para fazer exercício físico mesmo para as mãe não tenham dado à luz aos seus bebês, e para as que deram não há liberação médica por quarenta dias para se exercitar.

Convenhamos, com tudo isso, quem não estaria um caco, não é mesmo? 

Mas aí nos deparamos com artigos como “Veja os looks da princesa apenas 7 horas após o parto” e “Deborah Secco explica barriga chapada 13 dias pós-parto” e fica impossível não traçar comparações. 

Nossos amigos e parentes bem intencionados nos perguntam “E aí? Já recuperou o corpo de antes?” ou “ Quando vai começar a dieta para recuperar o corpo?”, e até sites com artigos que se propõem a ajudar a recuperar o amor próprio depois da maternidade anunciam tratamentos caríssimos como solução.

Separamos com carinho as roupinhas dos bebês, mas as nossas muitas vezes não estão ideais – a frequência com a qual temos de trocar de roupa aumenta, a roupa favorita passa mais tempo suja do que limpa, às vezes as roupas que possibilitam a amamentação não são lá tão bonitas assim, e as roupas de antes muitas vezes seguem sem entrar. Frequentemente não coube no orçamento ou no planejamento comprar roupas novas para esse momento…

Além de tudo isso, há ainda uma questão individual – muitas de nós nos olhamos no espelho nesse momento e não nos reconhecemos. Talvez porque, de fato, a nossa aparência fica profundamente transformada com a chegada de um bebê. Talvez porque muitas de nós nos definimos pelos nossos empregos, e quando longe deles perdemos parte do nosso senso de identidade. Talvez porque a vida se torna tão profundamente diferente que é difícil nos reconhecermos nesse novo papel e nessa nova vida.  

Por que é importante recuperar a autoestima depois de nos tornarmos mães?

É importante começar dizendo que ter uma autoestima bem consolidada é importante para todos nós. É ela que garante que vamos respeitar nossos limites, nos envolver em relacionamentos saudáveis, e é um dos critérios para uma vida plena e feliz. Falamos mais sobre isso no nosso artigo Dicas Práticas para Desenvolver Uma Autoestima Indestrutível.

Mas, nesse momento específico da vida de uma pessoa, alguns fatores chamam atenção. Como, por exemplo, o fato de que, no mundo, 20% das mulheres experimenta algum distúrbio de saúde mental em até um ano do nascimento de um filho, e 7 a cada 10 escondem ou subestimam os sintomas.  Ou ainda o fato de que 1 em cada 3 casais têm problemas de relacionamento após a chegada de um bebê . Uma autoestima fortalecida é um dos passos necessários para lidar com qualquer uma dessas situações.

E então, vamos às 15 dicas práticas de como recuperar a autoestima depois de se tornar mãe:

1. Faça um corte de cabelo

No artigo sobre como parar de sofrer por amor, a Chanice fala sobre o corte de cabelo como uma etapa simbólica que marca o comprometimento com a superação do coração partido, e que funciona também como um lembrete toda vez que olhamos no espelho. 

A rotina de uma nova mãe é invariavelmente muito diferente da rotina anterior, e muitas mulheres acham que um cabelo mais curto se adapta melhor a esse momento da vida, mas não é por isso que escolho começar esse artigo com essa dica.

Escolho começar com esse passo porque, assim como na superação de um coração partido, acredito que aqui ele também é simbólico. Ao longo da gravidez e do puerpério, como já estabelecemos, o corpo passa por uma série de mudanças. Nenhuma delas é deliberada ou opcional – esses são processos de entrega e confiança, sobre o qual nós não temos controle.

Quando uma mulher, mãe, emerge desses processos e faz um corte de cabelo é uma mudança que ela escolhe fazer, ela controla. Funciona como uma retomada do poder sobre si mesma, ao mesmo tempo que é uma celebração dessa nova mulher.

É como dizem, cabelo novo, vida nova!

2. Arrume o guarda roupa 

Eu sei, eu sei, tempo é um recurso escasso depois da chegada de crianças e você não quer gastar o seu arrumando o armário, mas eu prometo, vai valer a pena. 

Manter aquelas roupas que não servem no seu novo corpo, ou aquelas que você não consegue mais usar por conta da nova rotina, te olhando no armário, ali, esperando você vestir elas, só vai fazer você desejar estar em uma situação diferente da atual, ou então acabar vestindo roupas pouco ajustadas ao seu momento. 

Tire um tempinho com suas roupas, entenda com quais você se sente bem nesse momento – as que estão confortáveis, práticas, elegantes… Estabeleça os critérios que fazem sentido para você, e selecione as que estão dentro deles nesse momento. E as outras, tire de vista. 

Não precisa ser nada radical – guarde elas em uma parte de menor acesso no armário, ou então dentro de uma bolsa ou mala.  O importante é tirá-las do campo de visão. 

Por outro lado, mantenha as roupas que estão legais em lugares de fácil acesso, para você poder pegar sem pensar muito, afinal, você vai se surpreender com a quantidade de vezes em que escolher com esmero sua própria roupa vai passar longe das suas prioridades.

3. Pensar no seu corpo em termos de poder e funcionalidade

Talvez você não esteja gostando muito de como o seu corpo está parecendo nesse momento. Mas você já parou para pensar nele, não como um objeto a ser olhado, mas como um meio de ação e potência? 

Pare para pensar em tudo que ele fez na sua jornada de maternidade. Seja ele um corpo que gestou, pariu e amamentou, ou um corpo que acolheu e carregou um neném que não saiu dele. Pense nesse corpo que é o veículo que mantém você viva, e também a(s) outra(s) pessoinha(s) que você chama de filho(s). 

É bem mais difícil deixar de amar o seu corpo quando você pensa nele nesses termos, né?

Mas se estiver abstrato pensar nele assim, que tal…

4. …listar as coisas incríveis que ele te proporciona.

Essa dica pode ir desde às funcionalidades mais clássicas (se locomover, respirar, perceber o mundo) e as mais hedonistas (todos os prazeres que ele pode experimentar), até as mais específicas da maternidade (gerar, gestar, parir, alimentar, aninhar, acalmar).

Se o espelho, as revistas, e as redes sociais estão tornando difícil amar seu corpo, coloque tudo que ele te proporciona nesse momento em uma lista. Tenho certeza que você vai se surpreender com a quantidade de coisas boas que vão aparecer.

5. Tire uma hora inteira só para você

Essa dica depende muito do apoio que o seu sistema de suporte pode fornecer, mas, se possível, tire de cada dia uma hora para você. Seja para tomar um longo banho aromático de banheira, ou para cochilar sem ninguém atrapalhar. Seja para fazer um exercício, ou dirigir sem rumo pela cidade. Tire esse tempo que não é para resolver pendências da família ou arrumar BOs da casa.

Tire esse tempo para se lembrar de que você é prioridade. A sua saúde mental é prioridade. O seu autocuidado é prioridade. 

6. Se reconecte com o que faz você ser você

Ainda que você ame ser mãe e tenha desejado ardentemente passar por esse processo, é necessário que você não perca de vista a pessoa individual que você também é. O esquecimento dessa pessoa muitas vezes está por trás da baixa auto-estima materna.

É necessário encontrar na rotina brechas para curtir aqueles passatempos que te fazem ser você. No meu caso, eu lia meus romances de época durante as sessões de amamentação (inclusive, escrevi aqui sobre as lições de amor que eu aprendi lendo romances históricos). Conheço mulheres que assistem séries favoritas enquanto o neném dorme, outras que escutam seus artistas favoritos como música de ninar. 

Você era uma pessoa completa e incrível antes de se tornar mãe. Tudo bem que talvez agora você não tenha tempo para ser ela, mas não deixe de ser ela um pouquinho também.

7. Lembre-se dos outros sentidos.

Normalmente a maior procura pelo dito “corpo de antes” é nos aspectos visuais, e a pressão que recebemos é principalmente estética. Da mesma forma, quando começamos o exercício de amor-próprio e de acolher nosso novo corpo pós-maternidade, costumamos também nos voltar somente à um dos sentidos: a visão. 

Nosso corpo, contudo, é percebido (e percebe) o mundo com cinco sentidos. Lembre-se deles enquanto aprende a se amar de novo. 

Criar momentos e rituais que exercitem o tato e o olfato, por exemplo, usando esfoliantes, cremes hidratantes e óleos essenciais pode ser uma boa. Se deliciar saboreando comidas que você não pôde comer durante a gravidez ou durante os primeiros meses de amamentação, pode ser outra sugestão eficaz. Ouvir músicas que te conectam com a pessoa que você é, com a que você era em outros tempos, ou com a qual você pretende ser no futuro, também é legal. 

Você pode fazer essa exploração no tempinho que tirar só para você, mas também pode dividir com o seu bebê, que está descobrindo o mundo e os sentidos agora. Que tal embarcar nessa aventura com ele?

8. Beba água

Beber água é um desses remédios para tudo.

Melhora a saúde intestinal, que fica atrapalhada pelos hormônios associados ao parto e à amamentação. Melhora o aspecto da pele, e é tratamento e prevenção para estrias. Facilita a produção de leite para as mulheres que estão amamentando. Acelera o metabolismo e ajuda na queima de gorduras. 

Se você está em busca do famoso “corpo de antes”, ou se simplesmente quer se sentir melhor enquanto habita o seu novo corpo, tome água.

Sério. Tome água.

9. Cuide das suas vitaminas

É muito comum que a mulher fique com deficiência de algumas vitaminas depois da gestação e/ou durante a amamentação. Essa falta de vitaminas pode piorar o aspecto dos cabelos, unhas, pele, além de afetar a saúde, as variações de humor e até mesmo os desejos alimentares da mulher. Converse com os profissionais de saúde que estão te acompanhando para garantir que as vitaminas estejam todas no lugar.

10. Aproveitar esse momento pra ter outra relação com exercício físico

Sejamos sinceras – a maior parte de nós faz exercício físico em busca de um modelo de corpo específico – magro, duro, torneado. E já tem muita gente por aí, de médicos a comunicólogos, falando da importância de mudar essa nossa relação com o exercício, como é o caso da @obvious.cc que tem até uma página dedicada só pra isso, a Chapadinhas de Endorfina​.

Depois de ter filhos o corpo muda, a força muda, o tempo disponível muda. E é claro, nada impede você de começar ou voltar a fazer exercícios com o intuito de recuperar o corpo de antes. Mas, sejamos sinceras –  o seu corpo não vai ser o mesmo de antes, ainda que sua aparência volte a ser. Nosso corpo carrega histórias, e nossa maternidade faz parte da nossa. 

Então que tal, ao invés de investir o tempo (que se torna um recurso escasso na vida com filhos) fazendo um exercício que talvez você nem goste, focada em um objetivo puramente estético, buscar fazer desse intervalo um momento de lazer?

Talvez você não tenha um tempo sem o(s) filho(s) para se exercitar. Nesse caso, uma caminhada com o bebê pode ser uma boa oportunidade de movimentar o corpo e ter uma conexão com o novo membro da família. Se por um acaso você tiver o luxo de ter esse tempinho só para você, por que não investir em algo que seja divertido, ou que ajude sua mente a relaxar, ou que possa fortalecer seu corpo para você sentir menos desconfortos nessa nova etapa, ou ainda que possa te deixar orgulhosa da força e da potência que esse corpo carrega?

11. Tome sol

Provavelmente o/a pediatra do seu bebê vai recomendar que ele tome pequenos banhos de sol. Aproveite esse momento para tomar você também o seu banho de sol diário! 

Há anos não é novidade que o sol faz as pessoas felizes, e os benefícios no puerpério são enormes. Sabe aqueles hormônios que estão completamente caóticos? Tomar sol ajuda a elevar os que te fazem feliz. Sabe aquele sono do neném que ainda não se ajustou e está deixando você sem dormir? Ficar exposto ao sol durante o dia ajuda ele a regular. 

E é claro, é mais fácil se sentir bem consigo mesmo se você estiver se sentindo bem de forma geral, não é?

12. Use seu filho para regular prioridades

Essa é uma diquinha pessoal que funciona muito bem para mim. Por vezes, especialmente ao fim de dias longos ou em manhãs subsequentes a noites muito mal-dormidas, sinto que vou ficando pequenininha perto de problemas gigantes. Se nesses momentos eu consigo respirar fundo e ficar por quinze minutos verdadeiramente conectada ao meu bebê (seja por meio de uma soneca abraçadas, um passeio com ela no colo, ou uma brincadeira ou refeição na qual eu estou realmente presente), inevitavelmente os problemas voltam a ter o tamanho deles. 

Manter uma pessoa, que você ama tanto, viva é um sucesso enorme por si só, e se reconectar a essa verdade ajuda a botar todo o resto em perspectiva.

 

 
 
 
 
 
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13. Conheça referências reais 

Tudo muito bem e tudo muito bom ver a recuperação milagrosa da realeza inglesa ou de atrizes globais, mas que tal se cercar de referências estéticas de mães mais próximas da sua realidade?

A verdade é que nesses casos de celebridades, essas mulheres muitas vezes contam com um suporte, um tempo e um dinheiro que a maior parte das pessoas não conta, e, dessa forma, obtém resultados também menos usuais. Mas é muito mais fácil a gente internalizar expectativas de imagens que a gente conhece, que nos vêm rapidamente à mente, e é por isso que precisamos rechear nosso arcabouço de referências de pessoas de verdade, com corpos de verdade, e usar esse sistema a nosso favor. 

A página Take Back Post-Partum se propõe a fazer isso com imagens e relatos, porque não basta só alinhar as expectativas no que tange à aparência, até porque a baixa autoestima da mãe não vem só daí, mas também de diversas outras cobranças, muitas vezes auto impostas, inclusive. Por isso é preciso…

 

 
 
 
 
 
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14. …desromantizar a maternidade.

Tudo que você já ouviu falar sobre maternidade é que é a experiência mais linda e preciosa da vida de uma mulher, que você não conhece amor antes de ser mãe, que um sorriso do seu bebê faz tudo valer a pena.

 Aí quando você se depara com a situação de ter um bebê você não sente tudo isso (ou não sente isso). Naturalmente você começa a questionar: Será que estou fazendo isso certo? Será que sou uma mãe terrível?

O movimento de #maternidadereal é a ideia de desromantizar essa experiência nas redes sociais. De mostrar que tem muita coisa linda de viver a maternagem, mas também tem muita coisa difícil. Não, você não é uma mãe terrível, e ninguém está fazendo muito mais certo do que você.

Tem mães que vão mesmo amar o bebê desde o primeiro momento. Outras só vão sentir esse amor conforme a relação for se desenvolvendo. Tem dias que você vai sentir essas coisas lindas todas. Em outros você vai sentir dor, cansaço, exaustão e falta de paciência. Se conscientizar de que todas passam por dificuldades na maternidade é muito importante. 

É trabalhoso desconstruir uma ideia que os meios de comunicação e até, muitas vezes, nossas amigas e familiares, vêm construindo à séculos – que é o mito da mulher-mãe-plena. Mas é necessário. Então minha sugestão é: consuma conteúdo de mães que mostram a real, como a Manuela Moura, a Mari Rios, a Nana Queiroz, a Silvia Ueno, dentre outras. Converse com outras mães, sobre as suas dificuldades e as delas.

E, se puder, aumente a corrente – fale com verdade (seja nas redes sociais ou apenas nas trocas com outras pessoas) sobre suas experiências. Tanto as mais lindas quanto as mais desafiadoras. (É o que eu tento fazer aqui no meu perfil

15. Saiba a hora de pedir ajuda

É normal passar por dúvidas e inseguranças. É normal se sentir mais cansada do que nunca. É normal ter algumas flutuações de humor. Mas não é preciso passar por nada disso sozinha. Se você se ama e sabe do seu valor, você sabe que não merece nem precisa sofrer para ser uma boa mãe. Se você tem um sistema de suporte, se permita ser suportada.

Delegue funções, se você tiver elas em mente. Externe as suas necessidades, se você souber quais são. Ou ainda, apenas exponha sua situação e peça ajuda, se você não conseguiu organizar seus sentimentos ainda. Se o sofrimento estiver grande demais, se parecer que você não vai dar conta, se você não conseguir ficar sozinha com seu bebê, se você sentir que está perdendo o controle ou a vontade de viver, se estiver com incapacidade física ou mental de cuidar do bebê ou de você mesma, se a melancolia durar mais de 15 dias procure ajuda profissional.

No Brasil, 1 a cada 4 mães vai experimentar depressão pós-parto, que é uma condição séria, sofrida e que tem tratamento. Procure ajuda profissional com seu obstetra, com um profissional de saúde mental, ou ligue para o CVV no 188.

Conclusão

Após um processo tão transformador, a nossa recuperação demanda tempo e determinação! Não basta fazer uma coisa e relaxar nos outros pontos: é preciso cumprir todos os passos. Pode parecer bastante coisa, mas não desanime, as dicas se complementam e quanto mais você colocar em prática, mais fácil elas se tornarão.

Seja gentil consigo mesma no processo!