14 dicas para fazer seu casamento dar certo

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Como diz a Juliette, “casamento dá trabalho demais”. A convivência em uma mesma casa com outra pessoa por si só já é desafiadora, como relações entre pais e filhos ou entre irmãos evidenciam. Mas um casamento vai além disso: além de dividir a vida com alguém que muitas vezes foi criado com costumes, crenças e hábitos diferentes dos seus, é uma relação que passa por todos os altos e baixos da vida dos dois (afinal, é na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença). Ah, e se vocês já tiverem filhos, confiram aqui nossas dicas sobre como manter o casamento vivo após a chegada dos bebês!

Em cima de tudo isso, relacionamentos amorosos carregam uma carga emocional intensa de expectativas criadas durante toda uma vida, e a realidade, normalmente, traz desafios que não imaginamos. 

Idealmente, quando você se casa com uma pessoa, os principais pontos referentes à vida a dois e à dinâmica de casal já foram discutidos (falamos mais aqui sobre sinais de que você vai ser pedida em casamento perguntas para se fazer antes de aceitar), mas nada disso garante que problemas não aparecerão. Um casamento não é um “felizes para sempre” no final de um livro – é o início de uma nova aventura, e é preciso trabalho constante para que siga sendo feliz. Mas não se desespere!

Elencamos aqui 14 dicas essenciais para que seu casamento dê certo: 

1. Comunicação

A velha máxima é verdadeira: comunicação é tudo. Nenhum casal sobrevive muito tempo se a comunicação não estiver efetiva. Mas calma lá: uma comunicação efetiva não quer dizer sair falando tudo o que der na telha, ou botar tudo que está te incomodando para fora, ou até mesmo desembestar a falar dos problemas ao deitar a cabeça no travesseiro, porque você leu em algum lugar pra jamais ir dormir brigado.

Uma comunicação efetiva é feita fora da hora da raiva, depois de uma reflexão atenciosa do que você quer e precisa comunicar para o outro. Outra característica da comunicação efetiva é chamar as coisas pelo nome que elas tem e falar delas como são, sem joguinhos, sem indiretas e sem medo de se colocar vulnerável para o outro. Não existe espaço para acusações na comunicação efetiva, que é necessária para controlar crises e também é uma ótima ferramenta para evitá-las – comunicar de forma clara as suas expectativas para o outro, por exemplo, evita incontáveis conflitos.  

Se você se interessa em melhorar ainda mais sua comunicação com o outro, não deixe de acessar nosso artigo com 9 dicas para melhorar a comunicação no relacionamento.

2. Não ter tabus

Agora que você já sabe da importância em se comunicar efetiva e frequentemente com seu parceiro, e já tem uma boa ideia de como fazer isso, é importante lembrar que essa comunicação precisa ser irrestrita, no sentido de que evitar assuntos até se tornarem tabus é plantar sementes para conflitos. Isso quer dizer que você vai sair falando daquele assunto difícil no meio do almoço de domingo? Não, não quer dizer. Mas quer dizer que, normalmente, assuntos que evitamos falar porque são desconfortáveis tem um maior potencial de virarem problemas realmente graves para um casal.

Assuntos como dinheiro, ciúmes, problemas na cama, problemas com a família do parceiro e outros particulares de cada relacionamento podem ser realmente delicados.  Não é preciso falar frequentemente sobre eles, mas é importante que exista a abertura para discutir esses temas, de forma não-passional, para que o casal possa, unido, buscar soluções e caminhos com os quais os dois se sintam confortáveis. 

3. Autoconhecimento

Olhe para dentro. Para os seus desejos, suas expectativas, seu traumas. Olhe para os padrões familiares que você não gosta e visualize os que você gostaria de construir na família que você está criando. Olhe para suas crenças, seus medos, seus defeitos. Para aquilo dentro de você que é sensível, o que faz você reagir como você reage. Você não vai conseguir se comunicar de forma clara e efetiva com o outro, nem analisar seus comportamentos e assumir responsabilidade pelas suas atitudes, se você não tiver clareza de quem você é verdadeiramente.

4. Auto avaliação de erros

Quase nenhum problema enfrentado por um casal é de total responsabilidade de uma das partes. Pode ser que você sinta que seu parceiro foi o único a errar e, se esse é o caso, eu te convido a pensar se você poderia ter evitado ou amenizado a situação. Se você poderia ter tido uma reação diferente ou se você pode se sentir de uma forma diferente sobre o que aconteceu. Você consegue se colocar no lugar do outro e entender o que o levou a agir assim? A intenção não é culpabilizar você pelos erros do outro, mas sim trabalhar na resolução do problema. Quando você exerce empatia com o outro, muitas vezes muda a forma como você se sente sobre o comportamento dele.

Além disso, quando você mostra para o seu parceiro que, apesar da sua chateação, você consegue olhar o lado dele da situação, você o convida a fazer o mesmo por você. Outra vantagem é que essa costuma ser uma boa abordagem para começar a discutir o problema com o outro de forma a abaixar a guarda. Por fim, quando você pensa na sua parcela de responsabilidade, você transfere o problema para o reino do que VOCÊ pode fazer a respeito, e esse  é o único lugar onde você verdadeiramente tem poder. 

5. Críticas não precisam ser ataques

Aprender a receber críticas sem entendê-las como ataques ou acusações e procurar dentro de você a verdade delas é uma das habilidades mais importantes para ser uma pessoa melhor, para o mundo e para o seu relacionamento. A habilidade de fazer críticas ao outro, sem que elas sejam verbalizadas como ataques ou acusações é igualmente importante.

Faça um exercício cuidadoso com seu parceiro, de convidar um debate aberto quando vocês tiverem conflitos, e abrace as críticas. Construir um relacionamento no qual críticas podem ser feitas,  que eventualmente resultam em mudanças, é uma das melhores coisas que você pode fazer pelo seu relacionamento.

6. Elimine o conceito de culpa

Não existe lugar para dedos apontados em um casamento saudável. É da natureza humana buscar culpados para os problemas, e também é da nossa natureza que esse culpado seja outra pessoa. Mas o hábito de buscar culpa no outro cria um ambiente de guarda levantada e de pessoas na defensiva. É muito difícil que haja responsabilização por um comportamento problemático se você sente que seu parceiro está sempre te atacando com acusações, e isso não só abala o senso de valor que as pessoas têm de si mesmas dentro de um relacionamento, como mina a confiança do casal.

Se eu sinto que meu parceiro mal pode esperar para colocar em mim a culpa de um problema, como vou confiar nele para ouvir com o coração aberto a críticas e demandas (possivelmente válidas) que ele tenha sobre mim? Se ele está sempre me diminuindo com acusações, eu naturalmente vou buscar me defender quando achar justo e buscar apontar para ele também as culpas que lhe são devidas, e isso cria um clima de guerra e competição no relacionamento.

Que tal abrir mão do conceito de culpa e, ao invés disso, buscar olhar os problemas como situações, trabalhando juntos para achar soluções. Que tal abrir mão do conceito de culpa e abrir espaço para uma responsabilização consciente de atitudes que podem ser mudadas?

7. Estarem bem consigo mesmos como indivíduos

Não é segredo que gente feliz não perturba os outros mas em um casamento isso ganha ainda mais peso, porque acabamos cobrando do outro aquilo que não conseguimos preencher sozinhos. Não é responsabilidade de ninguém, nem do seu par-perfeito, fazer você feliz. Frequentemente, se você não se sente atraente, cobra do seu parceiro que te faça sentir desejado.

Se você não se sente competente, espera que o seu parceiro te convença do seu valor. E é claro que, eventualmente, um vai poder fazer isso pelo outro, mas o ideal é que isso aconteça como um sistema de suporte pontual e não como uma muleta para uma auto-estima constantemente avariada. Então, lembre-se que investir em você (e incentivar seu parceiro a fazer o mesmo) é, também, investir na relação.

8. Não seja a metade da laranja de ninguém

Na toada da dica anterior, vou até repetir – investir em você é investir no casal. Então é importante se lembrar que, por mais que você seja uma metade de um casal, você ainda é (e deve continuar sendo) um indivíduo completo. Manter suas amizades, seus hobbies, seus interesses de antes é essencial para a sua saúde mental e para o equilíbrio da relação. E se mesmo assim você não tem nenhuma vontade de ser mais do que a metade da laranja de alguém, lembre-se: esse alguém se apaixonou por você quando você era uma pessoa completa.

9. Apostar nos hobbies em comum

Você se lembra do que fez aquelas borboletas flutuarem no seu estômago pela primeira vez com seu par-perfeito? O que fez você perceber que ele era o chinelo velho para o seu pé cansado? Você lembra do que fez o click de que essa pessoa era mais do que um rostinho bonito? Seja um gosto parecido para livros de fantasia, uma obsessão por musicais dos anos 70, uma paixão incompreensível por crossfit ou a vontade incontrolável de dançar todo fim de semana. Seja uma religião em comum ou hábitos familiares idênticos, invista nas atividades que são a base do amor de vocês. Combine com seu parceiro de dedicar um pouquinho de tempo para aquelas atividades de prazer mútuo e edificante.

10. Entender a linguagem de amor do outro

Nem todo mundo demonstra amor do mesmo jeito. Tem gente que vai lembrar de cada data especial, preparar surpresas e presentes, rosas e champanhe. Tem gente que sequer vai lembrar o próprio aniversário, mas vai comprar aquele pãozinho doce que você gosta quando estiver voltando pra casa e preparar um cházinho naquele fim de semana que você tem trabalho extra.

Tem gente que vai dizer que te ama todos os dias antes de dormir, e gente que só vai deitar e deixar você ser a concha grande porque sabe que você prefere. Tem gente que vai fazer lindas declarações nas redes sociais, e gente que vai distrair aquele seu tio chato no churrasco pra você não precisar lidar.

Dedique um tempo para entender a linguagem de amor pela qual seu parceiro se expressa. Isso não só vai ajudar você a reconhecer as demonstrações de amor do outro, como a expressar seu amor de forma que ele vá sentir como verdade.

11. Só ofereça o que você pode dar sem cobrar

É um clássico: você faz pelo seu par algo que você acha que vai agradar. Você se esforça para fazer, pensando na alegria dele. No fim, ele não gosta ou não dá muita bola. Você fica indignado, e explode “ Eu faço TUDO por você! Suei a camisa para -insira aqui algo que você fez- e você nem dá valor!”. Se o cenário é familiar, vou te convidar a repensar a forma como você tem se dedicado ao outro.

Mia Satcher, a @consentwizard no Instagram, fala muito sobre serviços ou ajudas não-consensuais, e eu acredito que esse é um dos maiores gatilhos de insatisfação nos relacionamentos. Talvez seu parceiro não tenha pedido por essa demonstração específica de cuidado e carinho, mas talvez você a queira oferecer mesmo assim – para ir além do mínimo, para ser um bom parceiro, para fazer o outro feliz.

Porém, só faça se for genuíno, porque se você fizer algo pelo outro esperando aprovação, estará levantando a bola para se frustrar. Tanto se sentir desvalorizado quanto cobrar do outro gratidão são jeitos infalíveis de machucar uma relação. 

12. Constante alinhamento sobre o futuro

É importante para um casal conversar sobre o futuro e as expectativas de cada um antes de decidirem se casar. Mas a gente muda, a vida muda, as circunstâncias mudam e é essencial que, ao longo da vida em comum, um saiba onde o outro está referente às expectativas para frente. Vocês terão filhos? Quando?

Um dos dois vai deixar de trabalhar para ficar com os filhos? Por quanto tempo? Vocês pretendem continuar onde moram? Existe um sonho de mudança de carreira? De aposentadoria? Vocês têm ou planejam ter economias? Para um relacionamento ter sucesso é preciso que os dois consigam olhar para frente e ver o mesmo futuro, e ele precisa ser feliz para os dois.

13. Empatia, carinho e paciência 

Às vezes um pode dar mais do que o outro – e tudo bem. Da mesma forma como nem sempre você está na sua melhor forma, com energia e disposição emocional para dar ao seu parceiro tudo que ele precisa, ou sequer tudo que seria justo e equilibrado numa relação, ele também passa por isso.

É importante que o relacionamento não seja uma balança, tico por taco, toma lá dá cá, mas tenha fluidez para que um possa suprir o que o outro não tem como dar naquele momento. Quando os dois conseguem se olhar com empatia, carinho e paciência, sempre tem um segurando as pontas quando tá pesado demais para o outro. De mãos dadas é possível atravessar as dificuldades da vida.

14. Ser um time

No fim do dia, todas as dicas aqui apontam para o mesmo lugar – o segredo para um casamento dar certo é jogar no mesmo time. É muito fácil um relacionamento desandar para uma competição – quem não conhece aquele casal “jogo de tênis”, em que um ataca e o outro rebate? Lembre-se sempre que o seu “conge” é seu parceiro, e não seu competidor. Trate ele como aliado, e não como inimigo. Quando os dois trabalham juntos em prol do relacionamento, caminham de mãos dadas para o futuro, focam na solução dos problemas e não nos culpados, e cada um faz individualmente o seu melhor para alcançar a felicidade conjugal, o sucesso é inevitável

Todas essas dicas valem para casais que estão bem no começo ou para aqueles que já estão planejando as bodas de ouro, e elas podem (ou melhor,  devem) ser reavaliadas e aplicadas sempre para acompanhar as mudanças que a vida traz para os envolvidos, e isso vale também para o momento delicado que começa na vida de um casal depois da chegada dos filhos. 

Mas caso você não tenha conseguido aplicar essas dicas no seu relacionamento, ou elas não tenham funcionado, ou você sequer veja abertura no seu cônjuge para tentar, talvez seja o caso de se fazer as perguntas para saber se está na hora de considerar um divórcio.