Como arrasar na primeira vez: tudo o que você precisa saber!

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Talvez você já tenha escutado por aí que “a primeira vez a gente nunca esquece”. Certamente, se tratando de sexo, é bem difícil esquecer o dia da tão famigerada perda da virgindade. 

A sexualidade é uma parte muito importante na vida das pessoas, e a sua descoberta é um dos momentos mais delicados da adolescência. Porém, é mais fácil que jovens tenham acesso à pornografia ou a sexualização de corpos utilizados como marketing, do que que eles tenham acesso à conversas honestas e sinceras sobre a vida sexual e todas as suas particularidades. 

Ninguém deveria cair no mar sem saber nadar, não é mesmo? Com sexo não é diferente. Por isso escrevemos aqui algumas dicas imperdíveis para acertar na cama e, agora, esse artigo para te contar…

…tudo que você precisa saber sobre perder a virgindade!

A primeira pergunta, é claro, é:

O que é a perda da virgindade?

Bom, a resposta para essa pergunta não é tão simples quanto parece.

Uma definição comum para a perda de virgindade de mulheres é o momento de rompimento do hímen, uma membrana elástica e permeável, localizada na entrada do canal vaginal. Esse rompimento, contudo, pode acontecer durante uma enorme variedade de eventos – pode ser na primeira vez que uma menina faz sexo com penetração, mas pode ser também durante experiências, sozinha ou acompanhada, de introdução de dedos ou objetos no canal vaginal, ou até mesmo em situações nada sexuais, como andando de bicicleta ou cavalgando. Eu mesma descobri que meu hímen tinha começado a se romper em uma visita à ginecologista depois de um acidente em uma aula de spinning (eu juro!).

Por outro lado, têm meninas que vão passar por várias experiências com penetração antes do rompimento do hímen, e outras só vão experimentar esse rompimento durante o evento de um parto natural. A própria existência do hímen como universal é questionada, ou seja, tem garotas que nunca vão ter tido um para começo de conversa.

Então fica bem claro que essa é uma definição bastante limitada.

Outra possibilidade de resposta, e talvez a mais tradicionalmente aceita, seja que considera-se a perda da virgindade a primeira vez que uma pessoa faz sexo com penetração com outra pessoa. Provavelmente é essa aqui que você tinha em mente quando clicou neste artigo. 

Mas vale dizer que muita gente considera essa definição também limitada – além dela excluir várias possibilidades de arranjos entre casais que não são heterossexuais ou com pessoas transgêneras, será que realmente dá pra definir o nível de troca de intimidade entre duas pessoas por uma única prática dentre várias possíveis?

A verdade é que a perda da virgindade é um momento muito emocional, e pode ter significados diferentes para pessoas diferentes.

Sempre sangra? Sempre dói?

Essas talvez sejam as perguntas mais comuns feitas por pessoas com vagina. A resposta para as duas perguntas, mesmo considerando a perda da virgindade só como a primeira experiência com penetração, é a mesma: NÃO!

O sangue está relacionado ao rompimento do hímen, e como falamos no item anterior, ele pode ou não ser rompido nessa ocasião. Ele também pode estar relacionado à falta de lubrificação, atrito, trauma mecânico (por uma falta de jeito, por exemplo) – absolutamente nada que não possa ser evitado com conversas sinceras, cuidado e carinho com o outro, bastante tempo dedicado às preliminares  e atenção para o prazer de todos os envolvidos 

E a dor está relacionada a alguns fatores, como anatomia, estado de relaxamento, nível de lubrificação, dentre outros.  Então, embora seja comum sentir um desconforto na primeira vez, nem mesmo isso é uma verdade absoluta. E se estiver doendo muito, provavelmente alguma coisa não tá bem como deveria, e vale a pena dar um passinho para trás (nem considere “continuar na marra pra acabar logo”, por favor!)

Por que ela é tão importante?

Durante muito tempo (e até hoje em alguns lugares), a virgindade foi considerada um símbolo de pureza e do valor de uma mulher. Era necessário mostrar um lençol ensanguentado para provar que o hímen havia sido rompido na cama marital, e invasivos e duvidosos exames de toque foram conduzidos para provar “a virtude” de mocinhas casadouras. 

Yvonne Knibiehler, autora do livro “A História da Virgindadediz queoutrora, ela dizia respeito às relações familiares: um homem devia desposar uma virgem para assegurar a autenticidade de sua progenitura, para saber quais crianças eram seus filhos, para que as crianças soubessem quem era seu pai.

Foi a primeira razão de ser do casamento. Um homem desposava uma virgem para perpetuar uma linhagem, para transmitir de pai para filho uma herança biológica (o “sangue”), um nome, bens, poderes – uma forma de conjurar a morte, outra fantasia. As moças virgens logo se tornaram preciosos objetos de troca entre as famílias. O pai as casava jovens, proibia o incesto a si e a seus filhos. A virgindade da noiva honrava aqueles que souberam protegê-la e respeitá-la.

A vinda ao mundo de uma criança integrava plenamente a esposa na família e na comunidade do marido.” Ainda hoje, muitas religiões pregam a virgindade de homens e mulheres como caminho para a conexão com o divino, seja antes do casamento, ou para o resto da vida para seus sacerdotes. Então embora biologicamente seja um conceito com pouca importância, socialmente ele ainda tem muita relevância.

Por que eu sinto tanta culpa?

Mesmo que a sua família não seja especialmente religiosa, mesmo que você tenha tido educação sexual na escola, ainda que você consuma conteúdos de cultura pop que naturalizam o desejo de pessoas jovens, mesmo que você tenha uma parceria em quem confia, a verdade é que passamos tempo demais enquanto sociedade associando virgindade à virtude, e sexo, especialmente antes do casamento, como algo pecaminoso. Mudar esses conceitos, às vezes presentes no nosso subconsciente, demanda tempo e esforço consciente, e, por isso, muitas pessoas jovens, especialmente mulheres, sentem muita culpa ao decidir iniciar a vida sexual.

Às vezes a culpa vem da ideia de esconder algo tão relevante na nossa vida dos nossos pais. Outras vezes vem de dar um passo irrevogável rumo a vida adulta. Às vezes, ainda, é a ideia de falha moral, de achar que desejar um prazer carnal faz de nós pessoas piores.

Seja como for, se você decidiu que quer iniciar a sua vida sexual, mas está sendo assolado por esse misterioso sentimento de culpa, vale a pena analisar – estou confiante na minha decisão? Estou confiante na minha parceria? Estou com tudo preparado para engajar em uma experiência de sexo seguro? Se sim, de onde está vindo essa culpa? De você e de coisas que você considera importantes, ou de outros lugares?

Lembre-se: você tem direito a desejar e sentir prazer.

Estou pronta para perder a virgindade?

Separei algumas afirmações para te ajudar a determinar se você realmente está pronta para dar esse importante passo.

1. Eu sinto vontade

Essa é física, biológica. Tem uma hora na vida que começamos a ter desejo sexual. Começamos a ter fantasias, a querer mais quando estamos interagindo com nossos pares. Embora tesão não seja um bom motivo para iniciar a vida sexual se ele for o único motivo, é muito bom que ele seja um dos motivos, e é frequentemente esse desejo o primeiro a indicar que talvez você esteja pronta para perder a virgindade.

2. Eu acho que é hora

Seja por crenças religiosas ou por convicções morais, vários fatores como a idade, o estado civil, o momento da vida e etc. vão afetar a sua decisão racional sobre qual é a hora certa de iniciar a vida sexual. É possível que seus desejos não casem com a sua decisão racional, mas se nesse caso você seguir com desejo ao contrário das suas crenças, é muito provável que você tenha arrependimentos depois. É importante sentir que está na hora certa, mas também é importante acreditar, racionalmente, que está na hora certa.

3. Eu tenho uma parceria em quem eu confio

Tenho uma pessoa com quem tenho um relacionamento onde existe confiança e intimidade. Não estou sendo pressionada por essa pessoa. Desejo aumentar a nossa intimidade, e desejo viver junto a ela essa experiência. Sei que ela deseja o mesmo. Esses são bons exemplos de guias para responder se você tem uma parceria em quem você confia.

4. Eu tenho informações suficientes sobre sexo

Você teve educação sexual? Vale formal, na escola, informal, em casa, ou mesmo informações colhidas com profissionais de saúde ou em fontes confiáveis na internet. Você sabe o que acontece durante uma relação sexual? Conhece os riscos? Sabe como preveni-los? 

5. Essa decisão foi tomada enquanto eu estava em posse de todas as minhas faculdades

Você decidiu que é hora de iniciar sua vida sexual enquanto você estava sóbria e sem o efeito de drogas? Você tomou essa decisão sem ser pressionada pelo parceiro ou por outras pessoas? É muito importante que a resposta seja “sim” para as duas perguntas anteriores.

O que fazer antes de perder a virgindade

Se você decidiu que está na hora, aqui vão algumas dicas de coisas que você pode (e deve) fazer para se preparar para dar esse passo:

Pense em contracepção 

É mito que não se engravida na primeira relação sexual. Pode engravidar sim! Se essa não é a intenção, é essencial planejar com antecedência qual método contraceptivo será usado. A antecedência é importante porque muitos métodos necessitam de um planejamento – implantes hormonais ou DIU são procedimentos médicos e precisam ser agendados. A pílula anticoncepcional deve ser receitada por um médico com base no seu histórico e exames, e demora de um a dois meses de uso para fazer efeito. Até mesmo os preservativos, que podem ser adquiridos em qualquer farmácia ou retirados em qualquer unidade de saúde, precisam ser colocados de forma apropriada, e nem todo mundo sabe como fazer isso de primeira, não é mesmo? Não corra o risco de chegar na hora H e ser pego de surpresa.

Pense em prevenção de ISTs

Falar de infecções sexualmente transmissíveis é um grande tabu. Ainda hoje, muitas vezes elas são associadas à promiscuidade ou faltas morais, e, de forma geral, a sociedade acha muito desconfortável conversar sobre isso. Talvez seja por isso que a gente acabe ouvindo falar mais sobre a gravidez como a grande consequência do sexo desprotegido, fazendo com que, muitas vezes, essa seja a única preocupação das pessoas que vão iniciar a vida sexual.  Mas mesmo para casais que não correm o risco de uma gravidez, é importante se lembrar de que as infecções estão aí. Elas não tem cara, e elas não têm perfil moral. Pessoas de todas as idades, orientações sexuais e tempo de experiência sexual podem ser portadoras de ISTs (sim, inclusive pessoas virgens. É possível pegar ou passar ISTs durante preliminares, ou mesmo durante situações nada sexuais).

O uso do preservativo, a boa e velha camisinha, é uma das maneiras mais efetivas de evitar a transmissão de ISTs, mas não é a única. O Ministério da Saúde dá algumas dicas para garantir o sexo seguro:

  • Usar preservativo;
  • Imunizar para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV;
  • Discutir com a(s) parceria(s) sobre testagem para HIV e outras IST;
  • Testar regularmente para HIV e outras IST;
  • Tratar todas as pessoas vivendo com HIV – 
  • Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia oncótica);
  • Realizar Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), quando indicado;
  • Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção;
  • Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado.

Vale lembrar que a imunização para hepatites e a testagem regular de HIV podem ser realizadas gratuitamente no SUS. Laboratórios particulares também oferecem pacotes de testagem que cobrem todas as ISTs.

Esteja segura da sua decisão 

Quando e como iniciar a vida sexual é uma decisão importante na vida de uma pessoa, e muito embora o seu debut sexual possa ser só uma de várias experiências que você vai ter ao longo da vida, também pode ser uma experiência relevante que vai dar o tom para as transas que você vai ter ao longo dos próximos anos. Por isso é importante que você chegue a essa decisão guiada pelos seus desejos, crenças e decisões, e não por influência da parceria, de amigos, ou mesmo do que você acha que seria normal ou esperado, ou, em resumo, por nada que não seja o seu compasso interno de desejos e crenças. Essa decisão precisa ser sua. Só sua.

Esteja segura na sua relação com a pessoa

Fazer sexo com uma pessoa normalmente envolve uma grande troca de intimidade e confiança. Idealmente, a sua primeira vez vai envolver ambas. Para poder aproveitar a experiência e ter a tranquilidade de saber que não vai se arrepender depois, é importante ter confiança na sua relação com o parceiro. Saber que essa pessoa não vai estar julgando sua performance ou o seu corpo, por exemplo, mas estará entregue à experiência com você. Saber que o sexo entre vocês será uma experiência conjunta, uma troca, e não uma meta na listinha de objetivos da outra pessoa. Confiar que essa pessoa não vai fofocar sobre as intimidades de vocês com os outros. Confiança pode ter várias caras, e mesmo o relacionamento pode ser desde um relacionamento amoroso tradicional a um acordo entre amigos, o que importa é que os envolvidos estejam na mesma sintonia, e para isso é essencial que vocês…

… tenham uma conversa sobre expectativas 

Pode parecer óbvio para você que o relacionamento vá passar por tais e tais mudanças depois do sexo, ou que a intimidade de vocês será compartilhada com x e y pessoas, ou que a frequência sexual dali pra frente vá ser essa ou aquela, mas nada disso é óbvio. 

Na-da. 

Assumir que quaisquer expectativas para o relacionamento depois desse passo são compartilhadas pelo seu parceiro é receita para o desastre. Ao mesmo tempo, sejam expectativas de mudanças ou de continuar tudo igual, certamente todos os envolvidos terão alguma expectativa. Por isso é importante falar abertamente, sem joguinhos e sem suposições, sobre o que cada um espera.

E lembre-se, sexo não deve ser nunca uma moeda de troca. Se você sente que precisa transar com o seu parceiro para alcançar um nível de comprometimento ou consideração que você espera, ou para conseguir qualquer outra coisa que não a realização de um desejo mútuo, eu sugiro que você reconsidere seriamente o seu relacionamento.

Tenha certeza de que está em um lugar seguro e discreto

Pode parecer uma dica boba, mas eu te garanto, não é. 

Com os smartphones, todo mundo tem uma câmera na mão, e uma filmagem íntima pode se espalhar rapidamente na internet, causando estragos duradouros na vida dos envolvidos. É muito importante escolher um lugar seguro e discreto para viver essa experiência. 

Eu sei que especialmente para pessoas jovens que moram com os pais nem sempre é fácil achar esse lugar seguro e discreto. Mas confie em mim, vale a pena esperar um pouquinho para achar o local e o momento certo. De polícia batendo na janela do carro em um estacionamento abandonado aos pais pegando o casal no flagra na escada de emergência, tudo pode dar errado se o lugar não for apropriado. 

Como arrasar na primeira vez

E agora, rufem os tambores! Você decidiu que é hora de perder a virgindade, você se preparou para perder a virgindade, e tudo que falta é você saber o que você precisa fazer para arrasar na primeira vez! Vem comigo:

Esqueça tudo que você já viu nos filmes – sexo não é uma performance 

É claro que, em diversos aspectos da vida a dois, queremos agradar nosso parceiro. No sexo não é diferente – na verdade, o prazer do parceiro é um grande afrodisíaco. 

Saber disso muitas vezes é um tiro no pé, e acaba trazendo uma grande pressão para sentir prazer, e pior, mostrar para o parceiro o quanto você está sentindo prazer (o que é bem irônico, já que poucas coisas na vida são tão corta-clima quanto se sentir pressionado).  O resultado é que muitos de nós vamos nos ver reproduzindo aquilo que a gente aprendeu nos filmes que é o esperado durante uma relação sexual, e isso pode ir desde às caras e bocas, até os barulhos e reações. Mas deixa eu te falar uma coisa – se você está preocupado em estar com uma expressão excitante ou emitindo barulhos sensuais, se você está preocupado com a performance que você está botando para o seu parceiro, você não está entregue a experiência com o seu parceiro.

Muitas vezes é mais fácil colocar uma performance porque se permitir sentir prazer de forma genuína nem sempre é cinematográfico e normalmente requer abrir mão do controle de como você é percebido pelo outro. Não dá pra negar, requer muita auto-confiança e auto-amor se colocar nessa posição de vulnerabilidade frente ao parceiro. 

Mas não é preocupe, é aí mesmo, quando existe verdade, vulnerabilidade, confiança e entrega que o sexo fica realmente bom. 

Lembre-se que é sobre conexão 

A conexão entre você e o parceiro é a coisa mais importante na hora do rala e rola. Não existe um errar ou acertar genérico no sexo, nem uma receita que sempre dê certo. Arrasar na cama não é uma coisa que dá pra aprender a fazer lendo um tutorial de 15 passos fáceis na internet – é uma coisa que se aprende prestando atenção no parceiro, lendo os sinais que ele ou ela te dá, mostrando o que você quer. Sendo generoso com o outro, e também buscando seu próprio prazer.  Arrasar no sexo é sobre estar presente e conectado, com o seu prazer e com o do parceiro.

Se permita rir

Ao contrário do que você pode pensar com base no que você já viu por aí sobre sexo, nem sempre é essa experiência séria, solene e provocante. As vezes sexo é leve e bem humorado. Às vezes barulhos engraçados acontecem, ou desencaixes de posição, ou pequenos acidentes e imprevistos. As vezes sexo é engraçado, e tá tudo bem rir quando for (bem demais!). 

Se permitir rir quando a coisa estiver engraçada ajuda a quebrar o gelo, ajuda a abrir mão do controle e da performance, e ajuda você a se conectar com o parceiro. Além do que, aumenta aquele clima de verdade e vulnerabilidade do qual a gente falou lá em cima. 

Então que tal rir quando der vontade?

Se conheça 

Se existe tabu pra falar de perder a virgindade, existe mais tabu ainda pra falar de masturbação. Afinal, se o sexo “bem aceito” é o sexo para procriação, o que dizer do prazer sexual que é alcançado sozinho, não é mesmo?

Mas é natural e saudável ter desejos sexuais independente de ter ou não um parceiro, e é uma liberdade maravilhosa poder alcançar isso por você mesmo. Além de tudo, conhecer o seu corpo, suas carícias favoritas e suas áreas sensíveis, vai te ajudar a arrasar na cama quando estiver com uma companhia. Quer saber como?

Digamos que seu companheiro seja um ávido explorador, em busca de um tesouro, que é o seu prazer (e nós esperamos que ele ou ela seja exatamente isso!). Você é a pessoa responsável por fornecer o mapa que será usado para chegar até lá. Se você não conhece o caminho, não vai ter como ensinar o caminho, concorda?

Além do que, pode ser muito sexy e uma bela de uma preliminar ver o parceiro correndo atrás do próprio prazer. 

Mas se você, por qualquer motivo que seja, não teve vontade ou oportunidade de explorar seu próprio prazer antes, não tem problema também.  Nada impede que vocês se divirtam muito investigando os vários caminhos possíveis para o prazer um do outro.

Se permita explorar o outro

Cada experiência na cama é uma. Cada parceiro é um. E mesmo que você conheça todos os jeitinhos que fazem você alcançar o prazer sozinho, não é garantido que esses mesmos jeitinhos vão funcionar igual com um parceiro. Na hora H, você só descobre o que o outro gosta, explorando. 

A notícia boa é que as chamadas “preliminares”, ou essas carícias trocadas antes de uma possível penetração, são muito gostosas. Mas elas não precisam ser um caminho para um fim, elas são também um fim em si mesmas. E nem precisam envolver necessariamente os genitais – o corpo humano é maravilhosamente cheio de áreas erógenas. Que tal descobrir quais funcionam pra você e para sua parceria?

Especialmente para a primeira vez, essa dica é essencial. Talvez ela seja a mais importante quando se fala de uma primeira vez fazendo sexo com penetração. Durante esse momento de construção do desejo, de antecipação, há lubrificação e dilatação dos órgãos sexuais (sim, inclusive do canal vaginal). E esse conjunto de ações é muito importante para uma experiência prazerosa e confortável.

O sexo começa muito antes de você tirar a roupa

Falamos sobre como a antecipação ajuda a construir o prazer. A antecipação não precisa ser apenas essa que acontece quando toques são permitidos e a união sexual já está na esquina. Ela pode começar dias antes, com flertes, conversas, mensagens, pequenos toques, atitudes. O sexting tá aí e é uma marca dessa geração (mas, se for a sua praia, lembre-se de fazer com segurança) . 

Começar a construção da intimidade com o parceiro antes do dia da primeira vez, seja com outras experiências de exploração do corpo ou com essa construção mais lenta de clima, vai ajudar muito a ter uma primeira vez muito legal.

Consentimento é sexy

A essa altura do campeonato, todo mundo sabe que consentimento é essencial para qualquer troca sexual (Sim, qualquer. Isso inclui nudes enviadas e recebidas. Isso inclui aquela mão na cintura e baforada bêbada que você dá na sua colega no happy hour. Isso inclui aquela apertada de bunda no seu amigo. Qualquer troca). Mas muita gente ainda não entendeu realmente o que é consentimento.

O significado literal é consentir, concordar. Consentimento na cama é quando todas as práticas feitas são de comum acordo entre os envolvidos. Para ter consentimento, todos devem ser maiores de idade, estarem acordados e conscientes, sóbrios e livres do efeito de drogas, ninguém pode estar sendo coagido, ameaçado ou chantageado para concordar. Também é preciso lembrar que  o consentimento sexual não é um contrato com cláusulas e passível de ser assinado e seguido à risca. Pelo contrário, o estabelecimento de uma relação sexual é um acordo constante estabelecido entre as partes integrantes e que é passível de mudanças, alterações e interrupções.

Pode mudar porque consentimento não é um presente que você dá e depois não pode pedir de volta – é uma prática, que tem que estar presente durante toda a troca. Não é porque alguém topou fazer uma coisa, que essa pessoa não pode mudar de ideia. E a palavra “não” também não precisa estar presente, viu? Fica de olho no seu par. Se ele ou ela estiver parecendo desconfortável, ou mesmo qualquer coisa que seja menos do que entusiástico, essa pessoa provavelmente não tá mais curtindo aquilo ali. 

Ao contrário do que muita gente se preocupa, a prática de consentimento não deixa o sexo chato. Pelo contrário, estar com alguém que você confia que também está investido em respeitar seus limites e desejos aumenta a confiança, inclusive para testar coisas novas (afinal, você tem a tranquilidade de que pode voltar atrás a qualquer momento sem quebrar o clima).

Mia Schachter (@consentwizard no instagram) fala muito sobre isso:

O consentimento pode ser divertido e criativo, especialmente quando você é bem específico. Praticar nomear seus desejos com especificidade ajuda você a reconhecer o que você deseja e pode ajudar a acalmar o sistema nervoso da outra pessoa, e honestamente não há nada mais sexy do que um sistema nervoso calmo.”

 

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Mia Schachter (@consentwizard)

 

Ela fez um post há um tempo atrás e outro ontem muito legais, sobre formas de falar abertamente sobre consentimento na cama e continuar sexy, onde ela dá inclusive dicas práticas – ela fala sobre usar os verbos e os nomes, o que traz uma linguagem que remete às intimidades sexuais que serão trocadas.

Ela dá exemplos de perguntas muito claras sobre o consentimento, e que mantém o diálogo e a atividade bem sexy. 

“Vou tentar três coisas diferentes com a minha língua, e aí você me diz qual delas você gosta mais”

“Você pode me mostrar como você gosta de ter o/a seu/sua (insira aqui parte do corpo) beijado(a)?”

“Posso (verbo) o seu/a sua (parte do corpo) com o meu/a minha (parte do corpo)?”

Diz aí, consentimento parece chato pra você?

Autoestima é tudo 

Se você estiver preocupada com a gordurinha aparecendo, com as estrias e celulites, com os pelos e lingeries, você dificilmente estará curtindo o momento. Se você estiver preocupada com o ângulo que o parceiro está te vendo, você dificilmente vai estar prestando atenção nas sensações que essa posição traz. Se você quiser transar no escuro pra não ser vista, você vai roubar um sentido (muito apreciado) do seu par e de você mesma.

Em resumo, qualquer atenção que você desvia para aquelas coisas que alguém, algum dia, fez você sentir que eram defeitos, é tempo a menos que você deixa de viver e aproveitar o momento.

Estar presente é sexy.

Aproveitar a experiência genuinamente com o outro é sexy.

E sim, pessoas com autoconfiança são sexy.

(Se você tiver precisando de um up na auto-estima, temos aqui algumas dicas práticas de como desenvolver uma auto-estima indestrutível)

Comuniquem-se

Essa dica entra em todas as minhas dicas sobre relacionamento. Qualquer relacionamento.

Eu estou aqui falando sobre como é importante prestar atenção no outro, buscar pistas para garantir o prazer do outro, ser assertivo sobre buscar seu próprio prazer. Estou falando sobre prática do consentimento, sobre a importância de confiar no seu par, em como sexo  com honestidade é melhor. Falei sobre preliminares, sobre contracepção e sobre evitar ISTs. Absolutamente TODAS as minhas dicas anteriores dependem de uma comunicação aberta, honesta e verdadeira entre você e a pessoa com quem você pretende transar.

Se comunique sobre ser a sua primeira vez. Sobre o que você deseja fazer e não fazer. E sobre tudo mais.

(Escrevemos aqui algumas dicas para melhorar a comunicação entre casais, caso você queira conferir)

Conclusão 

Sexo, especialmente sexo bom, no fim das contas é sobre conexão – com você mesmo e com o outro. Então olhe para dentro para decidir se é ou não a hora certa para você. E se você decidir que é, você já está com o queijo e a faca na mão para arrasar na sua primeira vez.