28 Dicas para lidar com o ciúme

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Apesar de desagradável, o ciúme é um sentimento completamente normal dentro do nosso convívio. 

Ele pode aparecer não só nos relacionamentos amorosos, mas os alvos desse aperto no peito podem ser até seus amigos, e familiares.

Como lidar com o ciúme é um tema delicado. É importante saber até onde é normal ter esse sentimento, e quais são as atitudes que você deve tomar para controlar aquele excesso, que pode ser devastador dentro de um relacionamento. 

Alguns aspectos sociais podem dificultar a forma que nos envolvemos com o sentimento de ciúmes. 

Existe no imaginário coletivo que esse sentimento é um critério fundamental dentro da relação, já que ele sinaliza que o parceiro se importa, que é cuidadoso e se preocupa com você, e vice-versa. Porém, há formas mais saudáveis de demonstrar afeto e expressar amor no relacionamento. 

Uma pessoa muito ciumenta pode enfrentar tremendas dificuldades quando o foco é se relacionar. Se há uma preocupação cotidiana a respeito de traição, há algo anormal na dinâmica que você e seu (sua) parceiro (a) estabeleceram, e vocês correm o risco de cair em uma armadilha muito corriqueira: 

Relacionamentos que são pautados em posse e desconfiança.

A ansiedade que o ciúmes implanta dentro da rotina daquele que é muito ciumento, o deixa em uma encruzilhada interna, e nos apresenta um problema ainda maior: A insegurança, quando se acredita que tem algo de errado, e o relacionamento não está tomando os rumos que deseja.

A raiz do ciúmes é bem mais profunda do que acreditamos: está no medo. 

No medo de perder, no medo de ser enganado, no medo de ser traído, e desrespeitado.

 Se não bem racionalizado, é gerador de condutas controladoras e pode gerar brigas e desgastes na relação.

O ciúmes patológico, o excessivo, é danoso para todos dentro do relacionamento! 

O que é o ciúme?

Lidar com esse sentimento é realmente um desafio, mas afinal… o que é o ciúme?

Segundo a Psicologia, o ciúme é uma reação normal a uma ameaça ao relacionamento que se tem. 

É uma resposta instintiva que é aprendida dentro das nossas vivências. O medo de perder o outro é o que motiva as reações da pessoa que sente esse afeto.

O ciúme é também entendido como uma manifestação da necessidade de controle, já que quando existe uma vigilância constante do parceiro, fantasiosamente, o ciumento acredita que pode diminuir as chances de ser abandonado.

 Ainda existe um significado romântico dentro do ciúme, como se fosse o “tempero do amor”.

Mas diferente do que muitos pensam, o ciúme está intimamente ligado com a insegurança daquele que o sente, e é o sentimento que acaba ditando o comportamento de formas pouco saudáveis.

 

Diferença entre ciúmes excessivo e ciúmes normal:

Tá bem, mas como saber se minhas atitudes estão passando do limite? 

Como eu sei se esses ciúmes que eu sinto estão dentro da normalidade? 

Certo, o primeiro passo é uma auto análise breve. Esse sentimento está trazendo transtornos? 

Como assim? 

Ele dita seus comportamentos? Existe uma sensação constante de ansiedade em relação ao seu parceiro, ou em relação a segurança do relacionamento em si? Existem pensamentos intrusivos? Aqueles pensamentos obsessivos que preenchem sua cabeça sem mais nem menos? Quantas vezes existem brigas entre vocês motivadas por ciúmes? 

O ciúme normal é aquele que aparece dentro de uma relação que damos importância, e que é protetor, porém, não é possessivo! 

Já aquele ciúme excessivo é o que causa tristeza e muita raiva naquele que o sente, que acaba prejudicando sua autoestima, ansiedade e piora suas inseguranças. Notou a diferença?

Já que agora temos uma base a respeito desse sentimento tão complicado, vamos para algumas dicas que podem te ajudar a manter o ciúme sob controle!

 

1) Qual é a razão do seu ciúme?

Antes de partir para o ataque, racionalize o que você está sentido. 

Pense: O que está me motivando a me sentir assim? O que concretamente aconteceu para me despertar esse sentimento? É algo de agora, ou algo do passado que me faz me sentir assim?

Essas são questões importantes de serem levantadas, e quando esclarecidas, podem ser conversadas com seu parceiro. Inclusive, devem!

A partir daí é de onde vocês podem pensar juntos a respeito de estratégias de como lidar com essas situações desagradáveis.

O sentimento exagerado de posse é gerador de contínuas desconfianças! Agrava a tensão entre o casal. Seu (sua) parceiro (a) pode se sentir intimidado, assediado, e ofendido com os seus interrogatórios  que podem ser até sem qualquer motivo! Fique atento (a)!

Depois de se fazer essas perguntas, analise as respostas. Busque pela concretude das situações, e saiba diferenciar o que efetivamente aconteceu ou o que está acontecendo, das suas preocupações e ansiedades que estão somente na sua cabeça.

Caso o alvo do parceiro ciumento seja você, busque a seguinte estratégia: 

Entenda a causa da insegurança do seu parceiro. Procure conhecê-lo e entender os gatilhos que causam o mal-estar. Eles podem ser diversos, e você só pode acessá-los por meio do diálogo. 

Caso vocês consigam estabelecer uma conversa aberta, a facilidade para lidar com os ciúmes é consideravelmente maior.

Mas lembre-se: não viole os seus limites. É saudável manter o diálogo e tentar traçar novos planos para lidar com esses conflitos, porém, não é responsabilidade do parceiro “curar” esse sentimento, ou se podar e se limitar para que o outro se sinta melhor consigo mesmo. 

 

2) Esclareça suas intenções

Logo no início do relacionamento, deixe clara quais são as suas intenções dentro do relacionamento. O que busca, e quais são os rumos que gostaria de ter. Entrem em um acordo sobre os trajetos. Caso eles se modifiquem no decorrer da convivência, informe, e reestabeleçam as regras entre vocês. Essa comunicação vai evitar conflitos futuros.

 

3)Trabalhe a confiança dentro do relacionamento

Ninguém merece sentir desconfiança, ou ser o alvo dela o tempo todo. 

Um relacionamento para funcionar deve sim ser pautado na confiança. 

Caso você não consiga confiar no seu cônjuge, é interessante que você pare e se pergunte do motivo. É recomendável que você aponte quais são os comportamentos do seu parceiro que causam desconfiança. Mas lembre-se: Sua intenção não é mudar as pessoas, mas sim expor seus sentimentos, e analisar as reações que seu parceiro pode ter a partir dessa exposição. 

De acordo com a Psicologia, o ciúme pode ser acionado por motivos que fogem da concretude dos fatos, e que se baseiam no abstrato e imaginário. É sempre importante também ter isso em mente. 

Confie no fato de que vocês se escolheram para seguir essa relação. 

Você merece uma relação carinhosa e estável. E é digno (a) de receber amor. O que mantém vocês juntos não deve ser a ausência de contato com outras pessoas, mas o foco tem de estar no prazer que vocês sentem de estar na companhia um do outro

 

4) Diálogo é fundamental

Esta é a dica mais preciosa e que serve para reforçar as anteriores. 

Estabelecer um canal aberto de diálogo é uma das partes fundamentais para um relacionamento saudável e de sucesso.

Encontre formas de expor o que te incomoda e esteja aberto para ouvir também. Encontrem os pontos de tensão, e com calma, tente desenrolá-los. 

Além de ajudar a desabafar aquilo que guardamos, reforça a cumplicidade, e dá uma melhorada boa na confiança.

Comunique de forma honesta, e sem ataques, das suas intenções e sentimentos, diminua o risco de fantasiar uma realidade dialogando com seu parceiro.

5) Trabalhe a autoestima

Autoestima e segurança estão intimamente ligadas! 

Quando você tem uma autoestima forte, poucas coisas vão abalar e mexer com sua segurança. 

O segredo é confiar em si mesmo! Assim, você consegue racionalizar melhor quais são as situações que provocam conflito. Quais que merecem atenção? E quais você não precisa gastar sua energia? 

Lembra qual é a raiz do ciúme? Medo e insegurança. Quando sua relação com você mesmo está abalada, há uma maior facilidade de cair nas armadilhas do ciúme. E de novo você alimenta esse ciclo.

Entenda o seu valor, e saiba daquilo que só você pode oferecer. Entenda seus bons atributos, e entenda o que você tem que o faz atraente. Saiba que é digno (a) de amor!

 

6) Desapegue da necessidade de controle

Não é justo querer controlar o outro. 

Além de impossível, a tentativa de controlar os passos de seu (sua) parceiro (a) é uma demonstração clara de que você não confia nele (a). 

A necessidade de controle surge do medo de que seu parceiro pode te abandonar caso você não esteja no comando de quais passos ele (a) irá tomar. 

Mas essa sensação é falsa. Os comportamentos controladores são extremamente nocivos dentro do relacionamento, e devem ser evitados. Respeite a privacidade do outro, e acima de tudo, respeite a individualidade de cada um.

 

7) Não se prenda ao passado

Você pode ter se machucado no passado com alguém que foi desonesto ou te traiu dentro de um relacionamento. 

Mas cada pessoa é uma pessoa, e não é justo com seu parceiro que você estenda esse trauma para a relação que é inteiramente nova. 

As vivências passadas são passadas! Elas podem ter sido muito traumatizantes para você, e aberto feridas profundas. Mas lembre-se: o (a) responsável por aquele relacionamento falido não foi seu (sua) parceiro (a) atual. 

Caso esse ponto final ainda não tenha sido colocado da melhor maneira, é interessante que você busque ajuda para lidar com esse trauma que ainda ficou com você. 

Esteja aberto (a) para novas experiências!

 

8) Pense sobre o sentimento e racionalize

Uma vez ouvi de um terapeuta: Analise os sentimentos com o olhar de cientista! 

Como assim?

É muito difícil olhar para os nossos sentimentos de forma racional, pelo motivo óbvio que somos diretamente afetados por eles. 

Mas durante e depois de uma crise, faça o seguinte exercício: 

Sem juízo de valor, analise exclusivamente esse sentimento que você está tendo, mas tendo em mente um olhar “de fora” do olho do furacão. Observe a situação como se analisa um tubo de ensaio!

De onde vem? Qual o motivo que eu o tenho? É correto eu não deixar que ela/ele se encontre com os amigos?

Você não deseja que aquela pessoa seja feliz? Não espera contribuir com a felicidade dela? 

 

9) Existem outras formas de demonstrar amor

Tá. Vamos parar de encarar os ciúmes como se fosse uma forma de demonstrar afeto.

Com a romantização do ciúme dentro dos relacionamentos conjugais, criamos algumas consequências que são difíceis de se desvencilhar quando o assunto é esse. 

Ciúme é sim problemático quando excessivo e não, não é uma demonstração de amor, e sim um demonstração de posse.

Você não é dono da pessoa que você está se relacionando, e nunca vai ser. A verdadeira face do ciúme é egoísta e desagradável. Nasce de um ponto muito íntimo de insegurança e baixa autoestima. Diferente do amor: um sentimento agradável, afável, e gostoso de ter.

Deve ser leve e manso, não truculento e possessivo. 

Reescreva esse significado do ciúme para você! Quebre o link entre ciúmes e cuidado/carinho. Você pode mostrar que se importa, e que ama, sem a necessidade da possessividade e controle!

 

10) Evite comparações

Você é você! Cada pessoa é única dentro de sua individualidade. 

Da mesma forma que você tem que se livrar dos seus fantasmas passados, é importante que você não caia nessa armadilha. 

Não se compare com os ex-companheiros (as) que seu parceiro (a) já teve. Isso só serve para prejudicar ainda mais sua autoestima. Evite competir, e entenda que aquela é a história de outra pessoa. 

Se seu (sua) companheiro (a) está com você, é porque gosta de quem você é!

 

11) Tenha sua vida social

Não seja aquela pessoa que começa um relacionamento e se afasta de todos. 

É muito importante que cada um tenha a sua própria rede de apoio, e relacionamentos que não são só amorosos. 

Não deixe de ver família e amigos por se envolver romanticamente com alguém. 

Vocês não devem, e nem podem, ser o único ponto de apoio e referência um do outro. 

Tenha uma vida social ativa, reserve um tempo para família e amigos. Saia, se dê o tempo, e dê o tempo para seu (sua) companheiro (a).

Quando vocês estão muito focados dentro do próprio universo, existe a possibilidade da criação de uma dinâmica tóxica de codependência. 

 

12) Amor próprio

Essa dica é para reforçar sobre o que foi dito a respeito da autoestima.

Quando falamos de amor próprio, não estamos falando sobre egoísmo. Estamos falando sobre se respeitar, saber seus limites,e ter certezas sobre como você gostaria de ser tratado, e sobre o que você merece. 

Confie no seu amor por si mesmo, assim, você não ficará tão preso a inseguranças inúteis, e medos fantasiosos! 

 

13) Individualidade

Valorize o tempo que você tem consigo mesmo. Dedique esse tempo para você, e deixe que o seu parceiro faça a mesma coisa. 

Todos nós precisamos de um tempo sozinhos, para exercitar nossas vivências além de um relacionamento romântico. 

Ao contrário do que muito se vê no senso comum, é preciso preservar a privacidade dentro de um relacionamento. Somos seres completos dentro de nós mesmos, indivíduos independentes da existência do outro. 

Lembre-se disso, desvincule-se das tendências controladoras, e não interfira no tempo que cada um precisa para si. 

Construa o próprio espaço, e permita a construção do espaço do outro.

 

14) Diferenciação da realidade e fantasia

Algumas estratégias que você pode tomar para aplacar a insegurança, e conseguir lidar com os ciúmes é o de partilhar.

Muito do ciúme é cultivado a partir da falta de informação que se tem um do outro. Procure abrir novamente esse canal para que você não dê espaço para fantasia e medos. 

Procure conhecer os amigos de seu (a) parceiro (a). Conheça seu ambiente de trabalho e os colegas. Tenha um convívio com família e grupos que ele (a) participa. Compartilhe uma vida social participativa com os núcleos um do outro. 

Isso vai ajudar a apaziguar o ciúme, vai controlar os pensamentos fantasiosos, e os cenários catastróficos que a mente pode articular quando se tem essas inseguranças e ansiedades.

 

15) Estabeleça limites

Se tem algo que é um certeiro criador de confusão futura é esconder e fingir que tá tudo bem naquilo que te perturba. 

Não adianta esconder, e guardar para você. É importante discutir com seu parceiro sobre seus limites, como indivíduo, para que ambos consigam chegar em um consenso. 

Mas lembre-se: Não são só os seus limites que importam! Por isso a discussão, e a tentativa de chegar em um lugar comum. Procure o equilíbrio onde os dois podem ceder.

 

16) Acordo de convivência

Sentem-se e pensem em acordos de convivência. 

Não precisamos pensar em nada muito grande, ou em regras severas e ortodoxas. 

Criem pequenos acordos com o objetivo de trazer harmonia para o casal. Alguém vai ter que ceder uma vez ou outra, para vocês conseguirem chegar em um ponto comum. 

Assim fica mais fácil de evitar problemas futuros, e conflitos. Além de criar mais vínculos de confiança!

 

17) Ciúmes dos (as) Ex

Certo, aqui vai além da comparação. Você já se pegou incomodado (a) com a história pregressa de seu (sua) parceiro (a)?

É muito comum escutarmos causos de brigas no presente sobre ações do passado longínquo. 

A insegurança pode te levar a acreditar que seu (sua) parceiro (a) ainda tenha algum sentimento por alguém do passado, mas nem todos os relacionamentos chegam ao fim de maneira complicada e traumática. Então pode ser que eles falem de seus ex compromissos de maneira respeitosa, e até carinhosa. E isso é completamente normal.

As pessoas têm histórias, e é de se esperar que já tenham tido parceiros pregressos. Respeite e se concilie com os caminhos passados de seu cônjuge. 

Todos os relacionamentos têm partes boas, inclusive os que terminaram, e essas memórias fazem parte da narrativa de todos nós.

Se é algo que te incomoda muito, se expresse. Deixe claro o que cada ponto te faz sentir. Mas não se trata de podar, e apagar as memórias e lembranças,- isso é impossível de acontecer –  mas sim de estabelecer junto de seu amor quais são os pontos que podem causar desconforto entre vocês.

18) Amor real X Amor de conto de fadas

E quando a comparação não é nem mais com o ex, mas com fantasias inalcançáveis? 

Temos o hábito de romantizar demais o relacionamento a dois. E uma relação que é cheia da máxima dedicação, gestos românticos diários e devoção suprema só acontece em filmes de romance clichê. 

Vamos colocar os pés no chão e calibrar as expectativas do relacionamento para a vida real, onde as pessoas têm preocupações e problemas além da vida a dois. Precisam resolver questões do trabalho, conflitos familiares e boletos. Está tudo bem seu parceiro ser esquecido uma vez ou outra, e ser desatento aqui e ali. Isso é normal, é humano. 

Não deixe que as expectativas utópicas e inalcançáveis nublem a sua capacidade de ser feliz dentro do relacionamento que vocês estão construindo. 

Qual é o motivo dessa dica: O ciúmes nasce também da sensação que o relacionamento não está seguindo os rumos que queremos. Que ele pode estar sofrendo uma possível ameaça quando não atende a essa ou aquela expectativa. Mas se pergunte: Você está sendo justo (a) com essas pretensões? 

 

19) Saiba o que é normal e o que se esperar

É importante entender que é normal achar outras pessoas atraentes, ter amigos de todos os gêneros, querer passar um tempo sozinho, e ter experiências individuais.

Não é porque vocês estão em um relacionamento que deixaram de ser pessoas independentes. As necessidades de cada um ainda existem e podem ser atendidas sem precisar serem compartilhadas a todo instante. 

Essas questões não são um sinal de possível infidelidade, é um sinal somente que você está se relacionando com outro ser humano! Um ser humano capacitado a ter opiniões  e pensamentos próprios. 

Respeite isso!

 

20) Viva e deixe viver!

Essa é uma dica que completa a anterior.

Não há qualquer necessidade de vocês viverem completamente em função um do outro. 

No momento inicial, que a paixão tá tomando conta, é normal esse convívio mais próximo e diário. A gente sente muita vontade de passar todos os minutos possíveis com a pessoa. Precisamos estar em contato o tempo todo, e queremos esse sentimento gostoso de estar junto.

Porém, no decorrer do relacionamento, é comum que esse sentimento todo se apazigue e saímos da paixão para o amor, que é um sentimento mais estável fisicamente e psicologicamente para nós. 

Essa mudança muitas vezes causa conflitos e inseguranças, já que há uma comparação entre o patamar que vocês estão agora e o patamar que vocês estavam no início do romance. 

Mas esse distanciamento no decorrer da evolução do relacionamento é normal, e não precisa ser catalisador dos seus ciúmes ou o ponto de nascimento de mais fantasias a respeito de traição e possível término. 

É importante que você preserve sua vida individual, assim como o seu parceiro também precisa dessa vida além do convívio com você.

Como dito, no início pode até fazer sentido, mas no decorrer do tempo acaba sendo um lugar sufocante de se estar.

 

21) Desenvolva a empatia: Inverta os papéis!

Esse é um exercício útil e importante de ser feito. 

Pense comigo: Você gostaria de ficar se justificando o tempo todo? De ser acusado de estar fazendo algo errado ou de estar sendo desonesto a cada instante? 

Além disso: Você gostaria de ser monitorado pelo (a) seu (sua) parceiro (a) 24h do dia? De ter sua privacidade invadida? Ou de ser proibido de fazer certas coisas só porque sim?

Acredito que a resposta para todas essas perguntas seja um sonoro “NÃO!”

Pois é! Então por que você acha que é aceitável colocar seu (sua) namorado (a) nessas situações?

Vamos fazer esse exercício de auto análise também nas seguintes situações: 

Você se lembra daquela conversa que seu (sua) namorado (a) teve com ciclano que gerou discussões infinitas? E se tivesse sido com você? Você teria a mesma interpretação do ocorrido? Seria tão duro (a) quanto foi?

Esteja aberto (a) para interpretações além das suas próprias, que podem estar sim erradas. 

 

22) Não faça joguinhos

Você já se viu na necessidade de causar ciúmes na outra pessoa? 

Já sabemos o quanto o ciúme é desagradável de ser sentido, e às vezes você pode se ver na necessidade de também querer causar ciúmes no seu (sua) companheiro (a)

Os famosos “joguinhos”.

Mas, além de ser algo completamente imaturo de ser feito, não resolve problema nenhum. Muito pelo contrário! 

Vai somente agravar a situação, e causar um clima de tensão generalizada muito mais difícil de ser contornado do que era antes.

Então, pelo bem de vocês dois, não se envolva em joguinhos. É nocivo e chantagens emocionais nunca são a resposta para um conflito.

23) Escolha uma experiência positiva

Os ciúmes começaram a querer aparecer? Você já está se sentindo mal e o aperto no peito tá forte? 

Antes do ciúme começar a querer te controlar, controle ele antes. 

Quando você se deixa ser tomado por esse sentimento, tudo vai passar a partir da lente dele. O ciúme vai distorcer seus pensamentos e você vai começar a ver provas em todos os lugares, de cima a baixo. 

Então, seus comportamentos vão ser guiados pelos seus sentimentos. Vai ter raiva, vai ter discussão, vai ter humores ruins. 

Antes que isso aconteça, esteja aberto para viver as experiências de forma feliz e satisfeita. Não se apresse para conclusões, e foque no positivo!

 

24) Não acuse, dialogue 

A imaginação é fértil e a imaginação do ciumento é sem limite. Evite que seus pensamentos voem longe e controle a raiva quando a ligação não for atendida, ou quando seu parceiro se atrasa para um compromisso. 

Existem infinitas explicações para o ocorrido além da traição. E essas acusações infundadas servem unicamente para causar atritos e desgaste. Seu parceiro vai ter que se defender, e as discussões vão ser cada vez mais fervorosas.

Deixe de lado a necessidade de atacar, e respire. Pode ser que existam motivos para seu incômodo, mas essa abordagem de ataque é a pior que você pode tomar para falar sobre o assunto. 

Esteja aberto para ouvir o outro e as explicações que lhe dá. Ninguém merece ser acusado o tempo todo.

 

25) Escreva sobre seus sentimentos

É difícil para você falar sobre certos assuntos e tocar em alguns tópicos? Quando você tenta falar diretamente do que você está sentido, os ânimos se exaltam, e acontecem brigas? 

Que tal escrever? Você pode tentar se comunicar com seu parceiro dessa forma. Com a escrita, você tem o visual e a concretude maior dos seus pensamentos. Ali no texto fica mais fácil de organizar seus pensamentos e ideias, e colocar para fora sem correr o risco de entrar em discussões acaloradas. 

Você pode fazer esse exercício também só para você mesmo. Não precisa compartilhar necessariamente com seu parceiro. Escrever aquele turbilhão de coisas que você está tentando processar vai ajudar a manter a cabeça mais leve e arrumada. Pode evitar que vocês entrem em confrontos desnecessários depois de desabafar. Além disso, pode ajudar a impedir que você tome atitudes impulsivas guiadas pelo ciúme.

 

26) Todo mundo erra: entenda seus próprios erros

Ninguém é santo, e você também não escapa da possibilidade de cometer erros.

Não tem nenhum problema em admitir que errou e que passou dos limites com o ciúme. É mais feio se você ocultar essas dificuldades e se colocar como dono definitivo da razão. 

Reconhecer que existe esse problema é o primeiro passo para arranjar soluções mais eficazes para lidar com o ciúme. Não corra a vulnerabilidade, todos temos pontos fracos que gostaríamos de poder mudar.

Lide com elas e as aceite como uma realidade. 

 

27) Seja você o (a) dono (a) da própria felicidade

Desejamos fazer parte da felicidade de alguém, contribuir para o bem-estar do nosso amor, mas ninguém é RESPONSÁVEL pela felicidade alheia.

Não coloque sua felicidade como responsabilidade do outro. Jogar todas as expectativas para cima de alguém dentro do relacionamento pode causar mais sintomas de possessividade e ciúme, já que todo o investimento foi feito ali. Quando você também coloca todas as fichas na mão dessa pessoa, a pressão aumenta e o controle se torna excessivo, já que a qualquer momento você está sujeito a ter as esperanças frustradas.

Seja dono do seu próprio bem-estar. Seu parceiro deve estar do seu lado para complementar esse sentimento bom de cuidar e ser cuidado, de amar e ser amado… Mas não deve estar ao seu lado para ser o responsável por cumprir todas as suas expectativas. 

Tendo essa compreensão, fica mais fácil de controlar o ciúme.

 

28) Terapia

Pode ser que você não consiga se livrar desse sentimento com tanta facilidade tomando  só seus rumos sozinho. 

Às vezes o ciúme está tão profundo na sua mente, que se livrar dele sem uma ajuda profissional pode ser complicado. Então, procure um terapeuta que pode te auxiliar a criar novas estratégias e significações para contornar o que você está sentindo. 

Vai te ajudar a manter os relacionamentos que você tem mais saudáveis e mais leves de serem vividos. 

Conclusão:

Se você está percebendo que seu ciúmes está passando do limite da razão, está na hora de tomar algumas providências. 

Não é saudável sentir essa angústia o tempo inteiro. Não há como viver dentro de um relacionamento onde a desconfiança é o padrão, muito menos em um lugar que se precise monitorar e brigar o tempo inteiro. 

Com essas dicas você pode tentar repensar a forma que você enxerga o ciúme, e aprender a lidar com ele de maneira mais saudável. 

Não se puna! Você tem a capacidade de melhorar!